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Estresse

Estresse - Abordagem Ortomolecular

As origens do estresse estão no cérebro e na sobrecarga a que ele é submetido pelas diversas pressões da vida. Essa sobrecarga modifica várias reações químicas muito complexas no cérebro. E é exatamente aí que entra a importância da Medicina Ortomolecular. 
De um modo muito resumido, a abordagem se faz tanto com a correção dos fatores que levam ao desequilíbrio da química do organismo, quanto o fornecimento das substâncias necessárias ao funcionamento do corpo.

Como o estresse é gerado e quais as consequências

Somos descendentes das pessoas que deram certo no passado, nossos ancestrais foram capazes de enfrentar com sucesso obstáculos e desafios consideráveis, como sobreviver à escassez de alimentos, temperaturas extremas, animais predadores e assim por diante. 

O resultado é que somos equipados com um corpo preparado para o tipo de desafios que o homem ancestral enfrentou, especialmente ameaças à nossa integridade física, o que hoje se mostra insuficiente já que nossas dificuldades são muito diferentes. 

Várias funções do organismo são afetadas por essa herança, e o cérebro não é exceção. Nosso corpo, o que inclui nosso cérebro, simplesmente não consegue diferenciar as sutilezas das ameaças. Tanto faz um animal predador rondando um acampamento ou enfrentar um chefe ou consumidor hostil, a reação é a mesma. Sempre que áreas primitivas do cérebro interpretam a situação que você está vivendo como perigosa, joga na sua corrente sangüínea uma série de hormônios. Esses hormônios atuam no corpo todo, o que influi em praticamente todos as reações químicas do organismo, inclusive as que dão origem às emoções, para que você esteja apto a enfrentar o combate. 

Essas alterações são causadas num primeiro momento pela liberação de adrenalina. E se as situações estressantes persistirem, o que é característico do nosso tempo, um segundo hormônio, o cortisol (ou hidrocortisona) tem seu funcionamento alterado e é responsável por uma série de doenças.

Esse fenômeno pode ser dividido em 3 fases:

  • Fase 1:  Na primeira fase há liberação de adrenalina, o que provoca sintomas como taquicardia (coração acelerado), respiração curta, suores e diarréias eventuais, tensão muscular nos ombros e cabeça, ao lado de insônia, inquietação, nervosismo e irritabilidade.
  • Fase 2:  Na segunda fase o organismo faz o que pode para reduzir o aporte de problemas, e faz isso reduzindo seu contato com o mundo, tenta colocar você de escanteio. Para piorar, percebemos a tendência ao retraimento com irritação, e reagimos na maior parte das vezes forçando o corpo. E para completar, os sintomas da primeira fase se tornam mais freqüentes. 
    Como resultado, o humor flutua, variando do enorme otimismo à depressão várias vezes ao dia. A irritação se completa com tendência ao cinismo, enquanto a ansiedade se torna freqüente e afeta especialmente sono e sexo. O cansaço parece vir com mais facilidade, o raciocínio varia do acelerado ao lento, no geral confuso. A lógica parece diminuir, havendo tendência a adiar decisões, enquanto ocorre dificuldade em se estabelecer prioridades. A memória diminui para fatos corriqueiros, como números de telefone, datas e compromissos.
  • Fase 3:  Já a terceira fase é o resultado do desarranjo, tanto para mais quanto para menos, na liberação do cortisol (ou hidrocortisona), levando a um claro comprometimento das defesas do organismo, aumentando as chances de ocorrerem várias doenças. 

Lista parcial de doenças relacionadas à Fase 3:

Alergias diversas, Ansiedade, Artrite Reumatóide, Arteriosclerose, Asma, Bronquite, Certas formas de Câncer (não todas), Cefaléia tensional, Contração crônica, Depressão sazional (periódica), Doença coronariana (Infarto e Angina), Doença gastrointestinal funcional, Eczemas, Psoríase, Urticária, Acne, Enxaqueca, Gastrite, Hipertensão arterial, Hipotensão arterial, Hipertireoidismo, Hipotireoidismo, Hipoglicemia, Síndrome da sobrecarga cognitiva (SSCC), Síndrome de Bornout, Síndrome de fadiga crônica, Síndrome do pânico e Transtorno explosivo intermitente.